Por Laura Mahecha, diretora de Agroquímicos e Produtos de Limpeza I&I da Kline
O mercado profissional de manejo de pragas na América Latina enfrenta vários desafios devido a pressões inflacionárias significativas e a um mercado cinza considerável. Apesar disso, os primeiros resultados da investigação na Argentina e no Brasil indicam que estes mercados estão preparados para um crescimento robusto nos próximos cinco anos. Quais são os principais impulsionadores deste aumento?
Argentina
A Argentina continua a registar uma inflação significativa, que afetou a sua economia mais profundamente do que qualquer outra nação latino-americana. O mercado também enfrenta diversos desafios relacionados ao mercado cinza, que estima-se que contribua com 15% a 20% de suas vendas totais. A região central da Argentina, sede de grandes centros econômicos como Buenos Aires, é responsável pela maior fatia das vendas, representando 50% a 55% do mercado total.
À medida que aumentam as preocupações com o controle de pragas, as autoridades argentinas alertam os cidadãos sobre os graves riscos para a saúde que estas pragas representam para os seres humanos, uma vez que podem transmitir doenças, contaminar alimentos e água e causar alergias e asma. De acordo com o próximo relatório da Kline, os inseticidas dominam o mercado, respondendo por mais de 65% das vendas totais, e os rodenticidas detêm uma participação de mercado de 25%, enquanto os cupins representam 10% do mercado.
Entre os principais fornecedores do mercado, a BASF detém uma participação de mercado significativa, seguida de perto pela Syngenta com uma gama diversificada de marcas, juntamente com uma presença notável no mercado da Envu.
O mercado profissional de controlo de pragas na Argentina apresenta um potencial de crescimento significativo, com expansão futura impulsionada pelo aumento das temperaturas e condições climáticas imprevisíveis, o que provavelmente favorecerá a necessidade de um maior controle de mosquitos. Prevê-se que o crescimento urbano aumente a prevalência de infestações de baratas em áreas de armazenamento de alimentos e a presença de escorpiões entre os materiais de construção. Além disso, há uma tendência crescente para o controle biológico, que envolve o emprego de inimigos naturais ou predadores para controlar as populações de pragas sem causar danos ao meio ambiente ou à saúde humana.
Brasil
O mercado brasileiro de manejo profissional de pragas ainda está abaixo dos níveis pré-COVID-19, que é caracterizado por um mercado cinza significativo e estimado em aproximadamente 30% de suas vendas totais. O Sudeste do Brasil, coração da economia nacional, concentra cerca de metade das vendas do mercado.
De acordo com o próximo relatório da Kline, os inseticidas respondem por cerca de 72% das vendas no Brasil, seguidos pelos raticidas com 20% e pelos cupins com 8%. Na categoria de inseticidas, as baratas são a maior praga a ser tratada, seguidas pelos mosquitos e pelas formigas.
A Envu é o principal fornecedor no Brasil, seguida pela Syngenta e de longe seguida pela Rogama. Outros fornecedores líderes de cupins no Brasil incluem BASF, Syngenta e Dexter Latina.
Estima-se que o mercado brasileiro de controle profissional de pragas apresente um grande potencial de crescimento, impulsionado pela obrigação de tratar mosquitos e escorpiões. Além disso, espera-se que o tratamento de roedores e cupins aumente nos próximos cinco anos.
Para obter mais informações sobre esses mercados, consulte o estudo Professional Pest Management Markets for Pesticides: Brazil and Argentina.
Fonte: Kline Group 20.09.2023
