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Setor avança no Brasil com apoio do franchising e aposta em modelos híbridos para ampliar competitividade e rentabilidade.
O mercado de lavanderias no Brasil está crescendo porque resolveu um problema real da vida urbana: a falta de tempo. O que antes era visto como um serviço ocasional passou a ocupar espaço fixo na rotina de consumo, impulsionado por mudanças no estilo de vida, como moradias menores, maior urbanização e jornadas cada vez mais intensas.
Esse movimento explica porque o setor ganhou relevância estratégica e passou a atrair investidores, redes de franquias e consumidores em busca de praticidade.
Um setor que cresce junto com o novo estilo de vida urbano
De acordo com a Associação Nacional das Empresas de Lavanderia (Anel), o Brasil já soma mais de 27 mil lavanderias em operação, sendo mais de 3 mil no formato autosserviço. No cenário global, o mercado de lavanderias self-service deve atingir US$ 8,9 bilhões até 2032, com taxa média anual de crescimento de 9,4%. O segmento nacional registrou um crescimento acumulado de 44% entre 2019 e 2024, segundo o Sebrae.
No franchising, os números confirmam a tendência. O segmento de Limpeza e Conservação liderou o crescimento no terceiro trimestre de 2025, com alta de 14,5% no faturamento, segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF). Esse desempenho superior foi impulsionado pela busca por praticidade, aumento de lares compactos e maior demanda por serviços especializados.
Quando praticidade vira decisão de consumo
Para o consumidor, a conta é simples, onde usar lavanderias significa economizar tempo, reduzir gastos com água e energia e contar com mais qualidade no cuidado das roupas. O serviço deixou de ser luxo e passou a ser solução cotidiana.
Já para o empreendedor, o setor oferece características difíceis de encontrar em outros mercados, como demanda recorrente, operação padronizada, tíquete acessível e possibilidade de expansão com investimento inicial menor.
“A expansão do mercado de lavanderias reflete um novo estilo de vida urbano. Para empreendedores, é um setor estável, com modelos mais enxutos e previsíveis. Para consumidores, é sinônimo de praticidade, economia e conforto”, reflete Bruno Leite, CEO da Lave & Pegue Lavanderia, primeira lavanderia express com atendimento personalizado, onde o negócio demanda um atendente para orientação.
O papel das franquias na profissionalização do mercado
Bruno pontua que as franquias têm papel central nesse crescimento porque tornam o negócio mais acessível e escalável. Ao oferecer um modelo testado, marca consolidada e suporte operacional, reduzem riscos para quem está começando e aceleram a profissionalização do setor.
Além disso, redes estruturadas investem em tecnologia, eficiência e experiência do cliente, o que eleva o padrão do serviço e fortalece a confiança do consumidor. O resultado são operações mais organizadas, preços competitivos e maior previsibilidade de resultados para o franqueado.
Lave & Pegue: crescimento acelerado em um mercado em transformação
A trajetória da Lave & Pegue Lavanderia explica bem esse cenário. Com apenas três anos de operação, a rede já soma 314 unidades comercializadas (sendo 302 franqueadas e oito próprias) e está presente em todos os estados brasileiros.
No ano passado, o faturamento da marca chegou a R$ 25 milhões, mais que o dobro dos R$ 12 milhões registrados em 2024. Para este ano, a projeção é alcançar R$ 35 milhões. Somente no último ano, foram inauguradas 72 novas unidades, ampliando significativamente a atuação da rede.
O desempenho das franquias também chama atenção. Muitos franqueados já ultrapassaram R$ 500 mil em faturamento acumulado desde a inauguração, com retorno estimado de até três vezes o valor investido em cerca de dois anos de operação.
Atendimento humano como diferencial competitivo
Enquanto parte do mercado apostou na automação total, a Lave & Pegue seguiu um caminho híbrido. A rede oferece tanto o modelo self-service quanto o atendimento assistido, mantendo atendentes em grande parte das unidades.
A decisão se mostrou estratégica, sendo que hoje, cerca de 80% dos clientes preferem deixar as roupas com as atendentes. Ainda assim, o franqueado pode optar por operar sem atendimento, de acordo com o perfil da cidade e do ponto comercial. A rede atua com três formatos de negócio: loja física, container e unidades em condomínios com investimento inicial a partir de R$ 78.300, incluindo duas máquinas completas, e prazo de retorno estimado entre 12 e 24 meses.
O crescimento do setor de lavanderias também está ligado à eficiência no uso de recursos. As máquinas utilizadas pela Lave & Pegue, por exemplo, consomem até 40% menos energia do que modelos convencionais e utilizam apenas 56 litros de água para lavar 10 kg de roupas, contra uma média de 135 litros das máquinas domésticas. Os produtos usados são biodegradáveis e aplicados de forma controlada com apenas 30 ml por cliente, permitindo que um galão de 20 litros atenda até 650 lavagens.
“A expansão das lavanderias no Brasil não é apenas numérica. Ela sinaliza um mercado alinhado ao comportamento contemporâneo, no qual tempo, eficiência e conveniência se tornaram valores centrais, tanto para quem consome quanto para quem decide empreender”, finaliza Bruno Leite.